7 de setembro: Desemprego melhora, mas renda média cai no Brasil

No dia da independência do Brasil, poucos são os motivos para se comemorar, uma vez que estamos atravessando uma das maiores crises hídricas e o desemprego no país está em um nível preocupante.

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Desemprego

profissionais informais

Hoje é o dia da independência do Brasil. Foi há 199 anos que Dom Pedro deu o famoso grito do Ipiranga nos tornando independentes de Portugal. Contudo, poucos são ainda os motivos que nos levam a comemorar o dia de hoje.

Afinal, estamos diante de uma crise hídrica e um dos maiores desempregos da história do país. Embora a taxa de desemprego tenha melhorado um pouco, caindo de 14,6% no primeiro trimestre deste ano para 14,1% no segundo trimestre, ela ainda atinge 14,4 milhões de brasileiros.

Para Maria Andreia Lameiras, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), é o aumento no número de trabalhadores por conta própria que está puxando essa melhora e não o aumento de empregados com carteira assinada.

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Brasil ainda vive tempos de incerteza

O desemprego no Brasil é um dos maiores desde 2012 quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) começou a fazer o levantamento. Até a chegada da pandemia a taxa de desemprego nunca havia passado dos 14%.

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Na comparação com o ano passado houve inclusive um crescimento do desemprego em 12,9%. Para conseguir se virar, muita gente se tornou profissional autônomo, como vendedores ambulantes, uber, entregador de aplicativos e por aí vai.

Ou seja, muitas pessoas que não possuem renda formal, mas precisam sustentar a família, tiveram que encontrar no trabalho informal uma perspectiva de conseguir fazer renda e por isso acabaram migrando para esse tipo de profissão.

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Segundo os números do IBGE, foram gerados 2,1 milhões de novos postos de trabalho entre o primeiro e segundo trimestre deste ano, sendo que quase metade desse contingente (1 milhão) que voltou a trabalhar foi de profissionais por conta própria.

Esses profissionais autônomos, formais ou informais, somaram um total de 24,8 milhões de pessoas em junho deste ano, sendo esse o maior número de trabalhadores já registrados nesta categoria desde o início do Pnad em 2012.


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Renda média também caiu no Brasil

Embora o desemprego tenha melhorado um pouco neste segundo trimestre de 2021, a renda média dos brasileiros caiu. O ganho médio dos trabalhadores era de R$ 2.651 em setembro do ano passado e caiu 8% para junho deste ano, atingindo o valor de R$ 2.434.

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Segundo o economista-chefe da Genial Investimentos, José Márcio Camargo, o que fez a renda média dos brasileiros cair foi o aumento no número de profissionais informais, que geralmente possuem uma renda menor.

Para se ter uma ideia, em junho, enquanto os funcionários registrados em carteira ganhavam em torno de R$ 2.375 por mês, os profissionais autônomos e informais ganhavam em média R$ 1.423.

Por isso, quando você traz 1 milhão de novos profissionais autônomos para o contingente de trabalhadores, a tendência é de que o rendimento médio realmente caia, mas isso não quer dizer que os profissionais com carteira assinada tiveram queda de ganho.

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Desemprego foi maior entre as classes mais baixas

De acordo com a pesquisa do IBGE, as classes sociais mais baixas são as que mais sofrem com o desemprego no país. Inclusive, o desemprego também é maior entre as mulheres do que entre os homens.

Só para ilustrar, a taxa de desemprego entre os homens é de 11,7% ao passo que entre as mulheres é de 17,1%. Além da desigualdade de gênero, também é possível observar uma desigualdade racial no índice de desemprego.

Até porque, entre os brancos a taxa de desemprego é de 11,7%, ou seja, abaixo da média. Já a taxa de desemprego entre os pretos é de 16,6% e entre os pardos de 16,1%, ambos acima da média. Além disso, entre as pessoas com ensino médio incompleto o desemprego chega a bater 23% ao passo que entre os profissionais com ensino superior completo a taxa é de apenas 7,5%.

Portanto, é possível ver que a pandemia também colaborou para o aumento das desigualdades no país, sejam elas de gênero, racial e social, mostrando assim que temos inúmeros problemas ainda por resolver.

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