Coronavírus poderá fazer os bancos prorrogarem dívidas por até 60 dias

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Como estamos acompanhando, a epidemia de Coronavírus está balançando a economia mundial. Por conta disso, os grandes bancos já anunciaram que poderão prorrogar as dívidas dos seus clientes por até 60 dias.

Essa é apenas uma das medidas que podem ser tomadas nesse momento tão delicado. Afinal, estamos acompanhando uma verdadeira crise econômica mundial. Somente neste mês de março a bolsa de valores brasileira caiu de 100 mil pontos para 60 mil pontos.

O dólar rompeu a barreira dos R$ 5,00, e analistas já projetam queda no PIB neste ano. Comerciantes e prestadores de serviços já estão vendo a receita de seus negócios cair abruptamente, o que preocupa ainda mais a situação.

Em virtude disso, tanto o governo quanto bancos estão procurando criar soluções para superar esse momento tão turbulento pelo qual o mundo vem passando.

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Medidas dos bancos podem ser mais abrangentes

Os bancos, buscando ajudar os seus clientes, estão prorrogando em até 60 dias o pagamento de dívidas. No entanto, ainda não se sabe se a decisão valerá também para o rotativo do cartão de crédito ou não.

O Santander, por exemplo, aumentou em 10% o limite do cartão de crédito dos seus usuários. De acordo com a instituição, essa decisão foi tomada pensando que as pessoas precisarão aumentar estoques de alimentos e medicamentos nesta época.

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Outros bancos também estão estudando medidas semelhantes, inclusive os próprios bancos digitais como o Nubank que até o momento não anunciou nenhum pacote de ajuda efetiva, mas que deve anunciar nos próximos dias.

A preocupação das instituições financeiras está exclusivamente na alta taxa de inadimplência que o coronavírus pode causar no país. Pois, com risco de desemprego e queda na renda, muitas famílias deixarão de pagar o banco.


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Por conta do coronavírus o governo estuda medidas para ajudar os menos favorecidos

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Na segunda-feira (16/03), o ministro da economia, Paulo Guedes, anunciou um pacote de medidas objetivando diminuir o impacto dos efeitos da crise causados pelo coronavírus.

Dentre as medidas, o governo estuda liberar um voucher autônomo para proteger os trabalhadores informais. De acordo com o IBGE, aproximadamente 43 milhões de brasileiros estão hoje trabalhando na informalidade.

No entanto, a ajuda será bem irrisória. O valor anunciado do voucher é de apenas R$ 200,00 e não tem capacidade de suprir a renda média desses trabalhadores. Contudo, para os cofres públicos o custo dessa medida é de aproximadamente R$ 15 bilhões em três meses.

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Fora isso, o governo também antecipará a primeira e segunda parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas do INSS. Fora isso, está sendo estudado liberar o FGTS bem como expandir o programa bolsa família

Críticos dizem que o governo não está liberando o suficiente

Apesar do esforço dos bancos e do governo federal, diversos críticos estão dizendo que o governo não está injetando o suficiente. Ademais, uma grande parte do que está sendo liberado é somente antecipação de recebíveis.

Ou seja, no caso do 13º salário dos aposentados e pensionistas, o governo não está aumentando o seu gasto, apenas está antecipando os valores, o que de certo modo impactará mais à frente.

Ao decretar estado de calamidade pública, porém, o governo federal poderá rever a meta fiscal aumentando assim os gastos públicos. Se nada for feito, acredita-se que o recesso do PIB pode ser ainda maior do que o esperado.

Na última reunião do Copom (Comitê de Políticas Monetárias) a taxa Selic sofreu um corte histórico indo para 3,75% a.a. Essa é uma ferramenta monetária que visa também estimular o consumo diante da crise.

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