O Coronavírus poderá causar uma crise econômica pior que 2008?

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A crise de 2008 gerou 9 milhões de desempregados nos EUA. Diversas empresas tiveram, portanto, o seu valor de mercado cortado pela metade. E agora, será que diante do coronavírus esse cenário irá se repetir?

Após passado o vendaval, quando a crise já havia deixado suas marcas pelo globo, economistas renomados identificaram, dessa maneira, um culpado naquela época: a interconexão. O mundo real refletiu rapidamente o pânico no mundo financeiro.

Procurando se antecipar ao caos, empresas financeiras cortaram o crédito que dá suporte a empregos em construção, manufatura e serviço ao consumidor. O resultado foi um recesso econômico que se espalhou pelo mundo.

Isso há doze anos atrás onde o smartphone ainda não existia e a internet ainda não era tão democratizada quanto é hoje. Justamente, a interconexão que foi a culpada pela crise de 2008 se mostra novamente como vilã em 2020. Só que ainda pior.

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Os efeitos do coronavírus na economia podem ser ainda piores

É notório para quem acompanha os noticiários que o coronavírus está destruindo de maneira avassaladora os emaranhados físicos que existem entre pessoas e bens. Mercados financeiros estão refletindo o pânico geral.

Muito pouco ainda se sabe sobre o vírus. No entanto há uma certeza: ele se espalha em uma velocidade tão grande que os hospitais não possuem capacidade para dar conta de todos que precisarem do sistema de saúde.

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Como consequência o número de mortes cresce. Como ninguém quer morrer e nem perder um ente querido, todos procuram seguir a maior das recomendações: o isolamento social. E não precisa ser um estudante de economia para entender como um isolamento pode destruir mercados do mundo todo.

Investidores, atentos ao novo cenário, procuram se antecipar. Tiram seus investimentos em ativos de risco e buscam ativos seguros para deixar o capital: esse é o motivo pelo qual o real sofreu uma abrupta desvalorização frente a moeda norte-americana.

Como ainda não se sabe até onde a pandemia irá, uma certeza cresce entre especialistas e sociedade civil: os efeitos dessa crise serão ainda piores que 2008.


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Medidas precisam ser tomadas para minimizar a situação

Para se evitar um total colapso do sistema, nesse momento diversos países estão recorrendo ao inevitável: decretar estado de calamidade pública e afrouxar as metas fiscais para o ano, aumentando assim os gastos públicos.

No Brasil, medidas foram anunciadas na última segunda-feira (16) como a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, expansão do programa bolsa família bem como o adiamento no pagamento de impostos federais.

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Também está sendo estudado a criação de um voucher para profissionais informais que são os mais vulneráveis nesta pandemia. Os bancos também estão procurando agir, e já anunciaram prorrogação de parcelas em empréstimos pessoais e financiamentos habitacionais.

O mundo depois da pandemia

Ainda não sabemos até quando o número de casos aumentará. Não sabemos o quanto nosso país será afetado e nem se conseguiremos ter um mínimo de crescimento do PIB neste ano.

No entanto, uma verdade é certa: a reconstrução do sistema econômico e financeiro será lenta e penosa. Inclusive, essa é uma boa oportunidade para o comércio varejista rever estratégias no que diz respeito às vendas online. Afinal, teremos que consumir produtos de higiene, alimentação, saúde e bem estar.

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