Coronavírus irá remodelar o comércio mundial. Como fica a globalização?

Com as mudanças financeiras causadas pela pandemia, a globalização terá um fim? As finanças pessoais e empresariais sofreram reformulações. Entenda.

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Coronavírus irá remodelar o comércio mundial

coronavirus

O coronavírus está mudando a vida das pessoas e também das empresas. Após a pandemia, muita coisa vai mudar, mas será o fim da globalização?

Até os anos 80 e início dos anos 90 o Brasil estava vivendo o ápice da sua indústria nacional. Apesar dos desarranjos macroeconômicos, era possível ver empresas, como a gigante Estrela se destacar dentro do mercado interno.

No entanto, com a chegada da globalização, essa realidade mudou da noite para o dia. A trajetória da empresa é um verdadeiro exercício de sobrevivência em uma economia globalizada, caracterizada pela queda das fronteiras nacionais.

Afinal, a partir dos anos 90, a China começou a deixar de ser um país essencialmente agrícola, para se tornar uma potência econômica, produzindo praticamente todos os bens de consumo do mundo.

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Com uma mão-de-obra barata, abundante, dócil e pouco reivindicativa, os trabalhadores urbanos do país saltaram de 95 milhões em 1978 para 283 milhões em 2006.

Devido aos incentivos fiscais, o país do oriente recebeu rios de dinheiro do exterior. Para se ter uma breve ideia, em 1981 o volume de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) foi de apenas US$ 265 milhões, saltando para US$ 138 bilhões em 2007.

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A dependência da China envolveu todos os continentes

Com um crescimento abrupto, países dos cinco continentes tornaram-se dependentes da China em todos os ramos da economia.

A cada ano, era possível observar um crescimento alucinante da produção de alimentos, bebidas, eletrônicos e diversos outros insumos naquele país.

Tudo parecia indicar, que o mundo globalizado estaria nas mãos dos chineses. Isso até o último dia do ano de 2019, quando o surto de coronavírus começou no país.

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Foram precisos apenas dois meses para que esse vírus se espalhasse pelo mundo todo, causando mortes, sofrimento, destruição de empregos, empresas e riquezas.

Diante de tal situação, uma questão passou a assolar o planeta: qual será o futuro da globalização? E da China?

Que o PIB do mundo todo vai cair em 2020 é inevitável. Também sabemos que a recuperação após essa pandemia será lenta e gradual. Mas, até onde ela será capaz de mudar os caminhos que já vinham traçados?

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Mudanças profundas poderão acontecer após o coronavírus

Se por um lado, a globalização não deverá deixar de existir, por outro, a dependência econômica de um único país é colocada em xeque após a pandemia.

Os países deverão rever com certa prudência as suas leis de proteção às empresas nacionais, e os incentivos para que as mesmas venham a vender no mercado interno.

Claro que ao analisar toda a cadeia produtiva, será inevitável as importações e exportações. Além da concentração tecnológica nos países mais desenvolvidos que continuarão a vendê-las para os subdesenvolvidos.

Mas, o que virá depois do coronavírus é um verdadeiro rearranjo produtivo, onde será estudado uma maior diversificação dos pólos industriais, evitando assim a concentração vista nas últimas décadas.

A guerra comercial terá fim após o coronavírus?

Além das mudanças econômicas, a pandemia também poderá colocar um fim à guerra comercial entre EUA e China.

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Os países estão em uma disputa acirrada pelo domínio tecnológico, principalmente do 5G. Essa briga chegou a travar o mundo no ano de 2019, e agora, necessitados de uma recuperação econômica, as potências poderão colocar um fim nessa guerra.

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Não se pode dizer que a globalização irá acabar, e nem que a China deixará de ser uma potência. Mas, o que podemos ver é que o comércio mundial sofrerá uma completa reformulação quando tudo isso passar. Será a volta dos brinquedos nacionais?

A Estrela já está se preparando para isso. E você o que acha? Deixe o seu comentário, sua sugestão e compartilhe esta notícia com seus amigos nas redes sociais.