Crédito imobiliário do Itaú Unibanco vale a pena? Entenda!

Pensa em comprar um novo imóvel? Você precisa conhecer a nova linha de crédito do Banco Itaú atrelado à poupança, com taxas a partir de 3,99% ao ano.

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Crédito imobiliário do Itaú Unibanco

Imóvel

O Itaú Unibanco lançou na semana passada duas novas linhas de crédito, sendo uma delas o crédito imobiliário atrelado ao rendimento da poupança.

Ao fazer a adesão, o financiamento fica atrelado ao rendimento da poupança acrescido de uma taxa fixa de 3,99% ao ano.

A modalidade é válida para imóveis residenciais novos. Além disso, não pode ser usada a portabilidade de outras instituições financeiras.

Como estamos em um momento onde a Selic está em uma mínima histórica, essa linha de crédito torna-se extremamente interessante. Mas, será que ela realmente vale a pena no longo prazo?

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Crédito Imobiliário do Itaú Unibanco

Desde o ano passado a taxa Selic vem sofrendo constantes cortes. Na última reunião do Copom (Conselho de Políticas Monetárias), a Selic foi definida em 2% ao ano.

A caderneta de poupança, como de costume, rende 70% do CDI. Isso representa uma rentabilidade de aproximadamente 1,4% ao ano.

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A regra é válida para uma taxa Selic menor ou igual a 8,5% ao ano. Caso a Selic ultrapasse esse valor, o rendimento da caderneta de poupança passa a ser de 0,5% ao mês e mais a variação da TR. Ou seja, ela pode chegar a 6,2% ao ano.

Portanto, nas condições atuais, ao aderir à essa linha de crédito o cliente irá pagar uma taxa de 5,39% ao ano. Isso corresponde a 1,4% da poupança e mais uma taxa fixa de 3,99% ao ano na nova modalidade de crédito.

Desse modo, essa é uma oferta bastante atrativa para o momento. No longo prazo, porém, é preciso analisar a perspectiva econômica.


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A tendência da Selic é subir ou cair?

A pergunta que precisa ser respondida para saber se esse financiamento vale a pena é se a Selic irá subir ou cair no longo prazo.

De acordo com algumas projeções do Boletim Focus, em um prazo de cinco anos a Selic deverá voltar ao patamar de 5 a 6% ao ano.

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Se os pilares econômicos não forem rompidos por nenhum governo, dificilmente a taxa Selic voltará a patamares superiores.

Caso a Selic ultrapasse os 8,5%, a poupança volta ao patamar de 0,5% ao mês, chegando em 6,2% ao ano. Nesse caso, o valor do financiamento chegaria a 10,2% ao ano.

Considerando uma Selic de 6% no médio prazo, teremos um rendimento de 4,2% ao ano da poupança. Acrescido os 3,99%, isso daria algo em torno de 8,2% ao ano de juros.

Portanto, um financiamento prefixado com uma taxa de 6% ao ano, até 7% ao ano pode ser mais vantajoso do que essa linha de crédito no longo prazo.

Como fica se aderir ao crédito imobiliário do Itaú Unibanco?

Para quem tem interesse em aderir à essa linha, os juros ficariam condicionados ao rendimento da poupança.

Portanto, inicialmente o cliente irá pagar somente 5,39% ao ano. O que é bastante atrativo mesmo comparado ao financiamento da Caixa Econômica Federal.

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No entanto, no longo prazo esses valores tendem a subir, embora sejam limitados a uma taxa de 10,2% ao ano.

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Sendo assim, apesar de ser menos vantajoso que um contrato prefixado na perspectiva de longo prazo, no curto prazo ele é mais vantajoso.

Como resultado, o Itaú deverá ter uma grande procura por esse produto. E deverá aumentar a sua participação no mercado de crédito imobiliário.

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