Coronavírus: Academia de Ginástica e Salão de Beleza voltarão a funcionar?

Reabertura econômica: no início desta semana que o Presidente da República incluiu as academias de ginástica e os salões de beleza como atividades essenciais.

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Pandemia

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Vimos no início desta semana que o Presidente da República incluiu as academias de ginástica e os salões de beleza como atividades essenciais. Mas, será mesmo que eles vão voltar a funcionar durante a pandemia de coronavírus?

A medida veio por meio de um decreto presidencial. No entanto, não agradou governadores e prefeitos que acreditam que isso poderá contribuir ainda mais para aumentar o contágio da doença.

Alguns governadores inclusive chegaram a se manifestar sobre o assunto. Segundo eles, não há a mínima possibilidade dessas atividades retomarem nesse momento e por isso não irão cumprir o decreto.

Decreto não será cumprido por governadores a fim de evitar mais mortes por coronavírus

Alguns estados estão empenhados ao máximo no combate ao coronavírus. Seguindo as recomendações médicas, eles estão focados em manter o isolamento social, custe o  que custar.

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Esse é o caso do Maranhão que foi um dos primeiros estados a decretar um isolamento social bem mais rigoroso. 

De acordo com Flávio Dino, governador do estado, não será considerado a reabertura de academias de ginástica e barbearia neste momento.

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O governador ainda procurou alfinetar o presidente dizendo que lá eles sabem que a terra é redonda e que precisam cuidar do coronavírus com seriedade. Flávio Dino finalizou dizendo que vai continuar a valer o decreto estadual.

As alfinetadas do governador não pararam por aí. Em sua conta no Twitter ele publicou o seguinte texto: “O próximo decreto do Bolsonaro vai determinar que passeio de jet sky é atividade essencial?”.

Essa publicação foi uma ironia ao passeio realizado pelo Presidente no último sábado (09) quando o Brasil atingia a marca de 10 mil mortes por conta da doença.


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Outros governadores também se manifestaram sobre o decreto

Além de Flávio Dino, outros governadores também se manifestaram sobre o decreto presidencial. Um deles foi o governador do Pará, Helder Barbalho.

Ele colocou recentemente a capital Belém e outras 9 cidades em situação mais crítica em lockdown e não aprovou as medidas propostas pelo presidente da república.

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O governador do Ceará Camilo Santana também se pronunciou dizendo que a medida de reabertura de academias de ginástica e salão de beleza não irá se aplicar ao estado.

A capital Fortaleza está sob um rigoroso isolamento social, e o sistema de saúde do estado do Ceará já está praticamente entrando em colapso.

Governadores do Pernambuco, Bahia e Piauí também foram a público informar que não irão seguir o decreto presidencial neste momento.

Para amparar suas declarações, os governadores citam, portanto, a decisão do plenário do STF que deixou claro que governadores e prefeitos devem determinar quais são as áreas da economia que devem ser abertas ou fechadas durante o isolamento social.

São Paulo também está empenhado contra o coronavírus

João Dória, governador de São Paulo, evitou entrar em combate direto com o presidente, não entrando diretamente neste assunto.

Mas, ao listar as atividades econômicas que devem permanecer abertas no Estado, ele não incluiu nem academias de ginástica e nem salões de beleza.

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Jair Bolsonaro discorda dos decretos estaduais e chegou a reunir um grupo de empresários recentemente para uma reunião com o presidente do STF, Dias Toffoli.

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A reunião teve como objetivo principal, reclamar sobre as restrições impostas pelos governos estaduais.

Além dessas atividades, Jair Bolsonaro chegou a emitir outros decretos considerando Atividades industriais, construção civil, igrejas, templos religiosos e lotéricas como atividades essenciais.

Nelson Teich, ministro da saúde, se mostrou surpreso ao saber do decreto presidencial. O ministro, assim como os governadores, defende o isolamento social. Contudo, evitou entrar em polêmicas sobre o fato.

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