Economia: PIB do Brasil deve encolher 6,5% em 2020

Depois da divulgação dos dados pelo Banco Central, a previsão do mercado financeiro é que a economia brasileira deverá encolher cerca de 6,50% neste ano.

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PIB do Brasil deve encolher 6,5% em 2020

finance

No último dia (06) números nada animadores foram divulgados pelo Banco Central sobre o desenvolvimento do PIB e da economia brasileira em 2020.

De acordo com a previsão do mercado financeiro, a economia brasileira deverá encolher cerca de 6,50% neste ano. No entanto, essa projeção é um pouco mais otimista que a última, que previa uma encolha de 6,54% em 2020.

Embora os dados para 2020 não sejam animadores, analistas do mercado financeiro acreditam em um crescimento de aproximadamente 3,50% no ano de 2021.

Entretanto, como o crescimento para o próximo ano é menor do que a queda de 2020, o Brasil deverá voltar ao patamar de 2019 somente em 2022 ou 2023.

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Perspectivas da economia e da inflação

Por conta da retração do consumo, a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deverá fechar o ano em 1,63%.

Esse valor é bem menor do que o centro da meta de inflação. Um dos principais fatores que colaboraram para a sua queda, foi a baixa no consumo das famílias que tiveram perda na renda durante a pandemia.

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O aumento do desemprego também colabora para a queda da inflação, visto que as famílias passam a ter mais receio de consumir.

Para o ano de 2021 a estimativa é que a inflação deverá avançar um pouco e fechar o ano em 3%, valor também inferior à meta traçada. Já para 2022, a inflação deverá ficar em 3,50% e 2023 em 3,42%.

Lembrando que a meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 4% para 2020, com limite inferior a 2,5% e superior a 5,5%. Portanto ao fechar o ano em 1,63%, os índices inflacionários do país estarão bem abaixo dessa meta.


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Previsão da Taxa Selic

A Taxa Selic é a taxa de juros básicos da economia. Por muito tempo, o Brasil foi considerado um dos países com maior taxa de juros do mundo.

No entanto, após o recesso econômico de 2015 e 2016, a Selic vem sofrendo cortes graduais, e por conta da pandemia de coronavírus, o seu valor simplesmente despencou neste ano.

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Na última reunião realizada pelo Copom (Comitê de Políticas Monetárias), que é o órgão que define o valor da Selic, os juros caíram de 3% para 2,25% ao ano, atingindo assim o menor patamar da história.

De acordo com as projeções, acredita-se que até o final do ano a Taxa Selic sofra mais um corte, fechando 2020 em 2%. Para 2021 a projeção, no entanto, é de alta na taxa de juros, chegando em 3% ao ano. Para 2022 e 2023 as projeções são de 5% e 6% ao ano, respectivamente.

Projeções para o câmbio e caderneta de poupança

O Real apresentou uma forte desvalorização frente ao dólar por conta da pandemia de coronavírus. A expectativa do mercado é que o dólar feche o ano cotado em R$ 5,20.

Para 2021, a expectativa é que a moeda norte-americana feche o ano valendo R$ 5, o que mostra que a valorização cambial ainda está um pouco distante.

Devido às incertezas do mercado, muitas famílias que não sentiram a crise também deixaram de consumir, e ampliaram investimentos na caderneta de poupança.

No mês de junho, foi depositado R$ 20,53 bilhões a mais do que retirados segundo o Banco Central do Brasil. Isso mostrou um aumento da poupança das famílias, apesar da taxa de juros não estar atrativa.

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Esse é um dado interessante que mostra ainda o receio das pessoas em gastar ou investir em ativos de risco diante das incertezas do mercado.

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Portanto, diante do cenário econômico, podemos ver que apesar do pior já ter passado, ainda demoraremos um certo tempo para nos recuperarmos dessa pandemia que assolou o nosso mundo.

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