Economia sustentável: títulos verdes movimentam US$ 8,1 bi no Brasil

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Economia sustentável

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O Brasil possui 50 emissões sustentáveis e verdes no mercado de valores mobiliários, o que totaliza uma captação de US$ 8,1 bilhões. A ideia é que o país se torne uma referência em economia sustentável.

O aumento na demanda global por investimentos em causas verdes está aquecendo este mercado. E ao emitir esses papéis, as empresas criam um compromisso de investir em projetos sustentáveis.

Ou seja, elas se comprometem a fazer investimentos em projetos que gerem impactos ambientais positivos. A maioria desses projetos está atrelado à exploração de florestas e geração de energia renovável.

Dados sobre a economia sustentável

De acordo com um levantamento feito pela empresa Sitawi, especialista em soluções financeiras para impacto socioambiental, 38% dos projetos foram relacionados à exploração de florestas e 24% à geração de energia renovável.

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O período vai de maio de 2015 até agosto de 2020. Afinal, foi em maio de 2015 que a BRF lançou o primeiro título verde para investir em projetos de ecoeficiência.

A maioria dos projetos de captação visa manter os projetos das próprias empresas em andamento. No entanto, já há iniciativas que visam atingir os consumidores em geral.

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Esse é o caso da BV que lançou uma linha de financiamento para a realização de compras de sistema de energia solar.

Ainda segundo a Sitawi, o mercado internacional é o mais procurado para a captação de recursos para investimentos em projetos verdes.

Dessa forma, 69% dos papéis nacionais foram emitidos no exterior. As “global notes” foram os instrumentos mais usados, representando 57% da carteira em volume negociado.

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Na sequência vieram as debêntures de infraestrutura com 22% que foram praticamente vendidas no mercado de valores mobiliários nacional.


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Brasil precisa preparar o ambiente regulatório

Segundo integrantes do Laboratório de Inovação Financeira (LAB), o Brasil precisa ainda preparar o ambiente regulatório para atrair mais investidores privados e melhorar a economia sustentável.

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Há, no entanto, um trabalho entre a CBI (Climate bonds Iniciative) e o Ministério da Economia para mapear os projetos federais que poderiam capturar financiamento verde.

De acordo com Morgan Doyle, representante do BID no Brasil, poder diversificar esse selo e converter o país em líder na região é uma possibilidade bastante interessante.

Desse modo, seria possível até o ano de 2030 transformar os atuais US$ 8,1 bilhões em US$ 1 trilhão. Afinal, o Brasil se comprometeu no Acordo de Paris a reduzir as emissões  de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005.

Pelos cálculos do Banco Mundial, isso vai exigir investimentos de aproximadamente US$ 1,3 trilhão para que o Brasil consiga aumentar a sua participação em bioenergia sustentável.

Economia sustentável poderá fazer a economia brasileira se solidificar

A emissão de títulos verdes é feita da mesma forma que os títulos tradicionais no mercado. No entanto, é preciso que um agente externo emita uma segunda opinião. Isso atesta que o projeto tem de fato um impacto ambiental positivo.

A falta de conhecimento sobre este mercado ainda é um dos maiores entraves para a entrada de novos agentes. Por isso, é necessário haver mais transparência no setor.

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Para se ter uma ideia, 47% dos emissores de títulos na América Latina ainda não informam o destino dos recursos captados e os impactos efetivos dos projetos.

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Por isso o BID criou uma plataforma de transparência sobre esses ativos. Além disso, a segurança jurídica também é outro fator limitante.

Portanto, é possível notar que o Brasil ainda precisa de mais amadurecimento nesta área. Mas, ela será responsável pelo crescimento do PIB do país nos próximos anos, caso o governo realmente decida seguir este caminho.

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