Economia Brasileira: Expectativa do mercado financeiro melhora

A crise financeira agravada pela pandemia gerou muitas mudanças no mercado. Mas, para 2021 há um otimismo maior em relação à economia, sendo previsto um crescimento de 3,50%.

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Economia Brasileira

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Na última segunda-feira (24) foram divulgados dados importantes sobre o atual cenário e sobre a expectativa da economia brasileira em 2020.

Os números apresentados por algumas instituições econômicas são referentes ao setor de imóveis que está sofrendo quedas consideráveis no comparativo com o ano passado.

No entanto, há boas notícias pela frente. Principalmente sobre o índice de confiança do consumidor que aumentou em agosto, igualando-se ao patamar de março.

Houve também uma melhora na expectativa do mercado financeiro para 2020, que está sendo mais positiva neste momento, embora a crise ainda não tenha cessado.

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Dados do mercado imobiliário brasileiro

Na última segunda-feira foi divulgado um estudo de Indicadores Imobiliários Nacionais pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

De acordo com os dados do estudo, os valores dos imóveis residenciais que foram lançados no primeiro semestre deste ano sofreram uma queda de 43,9%. Já as vendas tiveram um recuo de aproximadamente 2,2%.

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Os números são resultados da comparação entre os seis primeiros meses de 2020 e os seis primeiros meses de 2019. A queda, segundo a CBIC, foi causada pela pandemia de coronavírus.

Afinal, por conta disso, houve um aumento na incerteza e também no giro econômico, interrompendo assim o crescimento desse setor que vinha apresentando dados positivos desde janeiro de 2018.

No entanto, apesar da queda, a CBIC avaliou que os impactos foram menores do que o estimado, e por isso as vendas caíram menos do que o previsto.

Aumento da confiança do consumidor na economia brasileira

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Apesar da queda do mercado imobiliário, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) aumentou no mês de agosto.

Embora modesto, o número saiu de 78,8 pontos em julho e foi para 80,2 pontos em agosto. Em outras palavras houve um aumento de 1,4 ponto. Esse índice é considerado em uma escala de 0 a 200 pontos.

Embora modesto, esse aumento no ICC é para ser comemorado. Pois, ele volta para o mesmo nível do mês de março, antes dos efeitos da pandemia atingirem a economia brasileira em cheio.

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Ao considerar as médias móveis trimestrais, houve uma alta ainda maior em um valor de 6,0 pontos. Os dados foram divulgados também na última segunda-feira (24) pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).


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Previsões futuras para a economia brasileira

Um outro dado positivo divulgado na semana foi que o mercado financeiro alterou a previsão de queda da economia brasileira para 2020.

Até então, ela estava estimada em 5,52% e caiu para 5,46%. Essa é a oitava semana consecutiva de redução na previsão de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Para 2021 há um otimismo maior em relação à economia, sendo previsto um crescimento de 3,50%. Para os anos de 2022 e 2023 a previsão de crescimento é de 2,50%.

A inflação deverá fechar o ano abaixo da meta de 4%. Estima-se que ela fique em torno de 1,76% a 2,25%. Já a Selic deverá permanecer em 2% até o final deste ano.

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Em relação ao dólar, o mercado também acredita em uma queda, saindo de R$ 5,60 para R$ 5,20 no final do ano.

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Portanto, apesar da turbulência que diversos setores estão enfrentando internamente, há uma expectativa futura de recuperação econômica bastante rápida na economia brasileira.

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