Financiar um imóvel com selic a 2% vale realmente a pena?

Financiar um imóvel vale a pena, desde que haja bastante estudo e cautela antes. Continue a leitura e entenda a dinâmica do financiamento imobiliário.

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Financiamento de imóvel

Casa

Será que estamos diante do melhor momento para financiar um imóvel? Especialistas apontam que embora a Taxa Selic tenha sofrido várias quedas, houve poucos efeitos na taxa de crédito.

Durante o ano de 2020, a Selic enfrentou quatro cortes consecutivos. O principal motivo foi o fato da pandemia de coronavírus ter retraído demasiadamente o consumo dentro do país.

Dessa forma, o governo passou a cortar a taxa básica da economia objetivando estimular o consumo e desestimular a poupança. Agora, a taxa está em sua mínima histórica de 2%. Mas, apesar disso, os juros do financiamento imobiliário não seguiram a mesma direção.

Somente dois bancos baixaram a taxa de juros do crédito para compra de imóveis pelo Sistema Financeiro de habitação neste período, Santander e Itaú. Porém, essas são as instituições que possuíam as maiores taxas de juros nessa linha de crédito.

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Financiar um imóvel vale a pena?

Financiar um imóvel vale a pena, desde que haja bastante estudo e cautela antes. Afinal, a Caixa que é o banco com maior fatia nesse mercado, ainda está com os juros no patamar pré-pandemia.

Questionada sobre a possibilidade de baixar o custo do financiamento, a Caixa disse que se baseia na associação de fatores mercadológicos e conjunturais em suas análises. 

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Por isso, ela considera o contexto do atendimento aos clientes dentro das regras prudenciais de definição das condições do crédito.

Por isso, o consumidor precisa ter cautela, afinal, não está sendo possível aproveitar os menores juros da história para comprar um imóvel.


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Entendendo a dinâmica do financiamento imobiliário

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Você já deve ter parado para pensar que os bancos precisam tirar o dinheiro de algum lugar para realizar empréstimos para as pessoas.

No caso do financiamento imobiliário, os bancos usam recursos da poupança, o que significa que uma parte do dinheiro investido é emprestado para quem vai financiar imóveis.

Dessa forma, eles acabam pagando cerca de 70% da Selic para o investidor, o que corresponde a 1,4% e cobram do tomador de empréstimo algo perto de 7,13% ao ano.

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Portanto, há um spread entre o valor pago para o investidor e o valor cobrado do tomador de crédito. Nesse spread está incluído diversos fatores, inclusive o risco da operação.

No entanto, devido à queda da taxa Selic, a diferença média entre o que é pago e o que é cobrado subiu de 4,92 para 5,16 pontos percentuais. Tais números são baseados em milhares de contratos assinados mensalmente.

Cautela no momento de financiar um imóvel

Como é possível ver, desde quando começou o corte de juros, os bancos estão ficando com uma porção cada vez maior da diferença, não repassando isso para o consumidor.

Para se ter uma ideia, em novembro do ano passado, a diferença da Selic para a Taxa Média cobrada no financiamento imobiliário era de apenas 2,56 pontos percentuais.

Na ocasião, a média praticada pelos bancos estava perto de 7,56% ao ano enquanto que a Selic chegava próximo de 5%. Mesmo naquela época já havia uma pressão para que os bancos baixassem as taxas de juros.

Além disso, por conta da pandemia, a poupança bateu todos os recordes de depósito, chegando a R$ 37 bilhões em maio. Desse modo, a captação líquida já passou dos R$ 100 bilhões.

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E as taxas chegarão a cair?

Segundo Cristiane Portella, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), existe ainda espaço para uma redução nas taxas de juros do crédito imobiliário.

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Contudo, essa queda não se dará na mesma amplitude que se viu há dois anos, quando os juros médios caíram de 11% ao ano para 7% ao ano.

Isso acontece porque a perspectiva mostrada pelos juros futuros é de uma Selic bem maior no médio prazo, e por essa razão os bancos estão cautelosos em baixar os juros do crédito imobiliário que é de longo prazo.

Portanto, para quem está pensando em adquirir um imóvel, seja para investimento, seja para morar, é importante entender que irá pagar a mesma taxa de juros do ano passado.

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