Magalu ou Lojas Americanas? Veja qual varejista foi melhor no 3º trimestre

As gigantes do varejo brasileiro Magalu e Lojas Americanas apresentaram recentemente os resultados do terceiro trimestre. Embora tenham atendido às expectativas, o preço das ações continuou em queda.

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Resultado terceiro trimestre

magalu_americanas

As duas gigantes do varejo brasileiro apresentaram seus resultados referente ao terceiro trimestre nos últimos dias. Segundo o Itaú BBA, de modo geral, o setor como um todo apresentou números positivos.

Entretanto, o Magazine Luiza (MGLU3) reportou números neutros. Isso aconteceu porque a gigante foi influenciada pela performance fraca das lojas físicas. Nesse sentido, a Americanas teve um desempenho um pouco melhor.

Os resultados vêm evidenciar que o comércio digital segue crescendo ao passo que o comércio físico ainda está enfrentando bastante dificuldades. Quer saber mais sobre os resultados das gigantes varejistas? Vem com a gente.

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Magazine Luiza x Americanas

O Magazine Luiza na sua apresentação de resultados demonstrou que o seu GMV (total de vendas dentro da plataforma digital) cresceu 22% na comparação anual. Entretanto, quando considerado o critério mesmas lojas (SSS) houve queda de 14,6%.

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De acordo com o Itaú, essa queda nas vendas é reflexo de uma pressão de rentabilidade, com a margem bruta pressionada em 0,61 pontos percentuais e a Ebitda em 0,27 p.p. Já a Americanas enfrentou um cenário diferente.

A varejista, segundo o Itaú, divulgou um resultado positivo e em linha com as suas expectativas. Para se ter uma ideia, a companhia registrou 30% de crescimento em vendas totais dentro da plataforma digital.

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O que impulsionou esse crescimento foram as vendas online feitas por canais de terceiros (3P). O grande destaque do trimestre foi a rentabilidade da Americanas que chegou a uma margem Ebitda de 11,8%.

Esse valor é 1,3% acima do esperado pela instituição. Além disso, o lucro líquido da organização foi de R$ 241 milhões. Ou seja, os resultados da Americanas foram neste trimestre melhores do que os da Magalu.

Apesar dos resultados positivos, queda nas ações

Apesar dos resultados terem sido animadores, as ações da Americanas tiveram uma queda no início da semana, saindo de 6,59 brl na sexta-feira (12), para 5,98 brl na terça-feira (16) após o feriado da proclamação da república.

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As ações do Magalu tiveram uma queda ainda mais acentuada, e seguiram caindo um dia após a divulgação do balanço referente ao último trimestre. Elas saíram de 13,65 brl na quinta-feira (11) para 9,74 na terça-feira (16).

Durante a semana, as ações de ambas as companhias continuaram em queda, sendo que as ações do Magalu chegam a bater 8,99 brl na quinta-feira (18) se recuperando um pouco logo na sequência, fechando o pregão da sexta-feira (19) em 9,27 brl.


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Economia brasileira

O desempenho das duas gigantes varejistas retrata que a economia brasileira ainda está longe dos seus melhores dias. Apesar do PIB apresentar um crescimento neste ano, a inflação corroeu o poder de compras da população.

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Por se tratar de uma inflação de custos, que não é motivada por um aquecimento da demanda, mas sim por uma pressão na alta de insumos, o cenário é ainda pior para os empreendedores que enfrentam queda nas vendas e aumento nos custos.

O governo federal, para tentar conter a inflação vem aumentando constantemente a taxa selic. Embora essa medida possa parecer surtir resultados quando há aquecimento da demanda, para a atual conjuntura ela deve piorar ainda mais a situação.

Dessa forma, de acordo com o último relatório Focus publicado pelo Banco Central, a expectativa para 2022 é que o PIB cresça 0,93% e a Selic chegue a bater 11% ao ano. Em resumo, tempos difíceis para o varejo se avizinham no próximo ano.

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