Média do PIB cai em 07 anos deixando o brasileiro mais pobre

Vida financeira no Brasil: a média do PIB caiu nos últimos sete anos, e dessa forma, o brasileiro caminha para ficar aproximadamente 10% mais pobre.

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Média do PIB cai em 07 anos

Média do PIB cai

A média do PIB do Brasil caiu nos últimos sete anos, e dessa forma, o brasileiro caminha para ficar aproximadamente 10% mais pobre.

São vários os fatores que contribuíram para isso neste período, como a recessão entre o final de 2014 e 2016, a lenta recuperação econômica nos anos seguintes e a crise atual causada pelo novo coronavírus.

Desse modo, entre o ano de 2013, que foi o último ano de crescimento mais robusto da economia e o final de 2020, o PIB per capita terá passado de R$ 8.519 para R$ 7.559, o que representa uma encolha de 11,3% no período.

Esses dados foram apresentados pela consultoria LCA, sendo que Cosmo Donato, economista da empresa diz que a realidade é muito pior que esses dados, visto que no mesmo período o crescimento do mundo foi de 4% ao ano.

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Ainda de acordo com Donato, o Brasil deixou de crescer mesmo comparado com os países emergentes, o que torna os números ainda mais preocupantes.

Entendendo melhor a média do PIB

A média do PIB, ou PIB per capita, nada mais é que a soma de tudo o que o país produz dividido pela população brasileira.

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Esse indicador é um importante termômetro que avalia a riqueza de uma nação. Dessa forma, quando a economia cresce, esse indicador avança mais rápido do que o crescimento populacional.

Para se chegar nesses números, a consultoria LCA leva em consideração estimativas para o PIB trimestral usando a média móvel de quatro trimestres, permitindo assim um comparativo mais justo.


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A dificuldade do Brasil nos últimos anos

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O que fez este indicador encolher dessa forma foi a combinação de muita dificuldade enfrentada pelo Brasil nos últimos anos.

Entre o final de 2014 e 2016, por conta de vários desequilíbrios macroeconômicos aliado a turbulência política da época, o Brasil enfrentou uma enorme recessão econômica.

Porém, nos anos seguintes apesar dos esforços para equilibrar a situação fiscal do país, o que se viu foi uma tímida retomada, insuficiente para apagar os estragos.

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E quando tudo parecia começar a entrar nos eixos, a crise causada pelo novo coronavírus veio se tornar mais um componente deste período tumultuado.

De acordo com analistas consultados pelo relatório Focus, há uma estimativa de que o PIB brasileiro tenha um recuo de aproximadamente 5,77% neste ano.

Entre 2015 e 2016 a crise foi bem aguda, sendo que o país teve uma retração do PIB de aproximadamente 7% no período e até agora só foi recuperado metade disso.

Ao que tudo indicava no final do ano passado, o Brasil iria ter um crescimento entre 2% e 2,5% neste ano, mas com a chegada da pandemia todos os esforços foram por terra.

Média do PIB baixa mostra aumento da desigualdade social

No final da década passada foi possível notar um “boom” da chamada classe C, no entanto, com a piora do PIB o que se está vendo é uma leve piora nessa mobilidade social nos últimos anos.

Para se ter uma ideia, em 2014, 27,5% dos lares brasileiros integravam a classe A e B. No final deste ano esse grupo deverá recuar para 26,3%.

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Enquanto isso, a classe E deverá passar de 24,7% para 25,2% dos lares. Isso mostra que uma parte das famílias que migraram da classe D e E para a classe C, podem voltar a cair.

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A ascensão social observada no início dessa década não é observada mais desde o ano de 2016. Além disso, o desemprego também tem sido uma das consequências mais perversas da economia.

Se no final do ano passado tudo indicava que o desemprego iria recuar, com a chegada do coronavírus os números pioraram. Em maio a taxa de desocupação ficou em 12,9%.

Portanto, será necessário muito esforço por parte do governo para mudar esse cenário, com medidas que facilitem o ambiente de negócios objetivando uma melhoria no quadro de investimentos.

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