Meia-entrada: Ministério da Economia quer acabar com benefício

Fim da meia-entrada no cinema? O ministério da Economia já se posicionou a favor do cancelamento do benefício em cinemas e eventos culturais.

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Meia-entrada

meia entrada

Um dos setores mais atingidos pela crise de coronavírus foi sem dúvida alguma o setor de cinema. E por conta disso um novo debate vem à tona: o fim da meia-entrada.

Em todo os Brasil foram centenas de salas de cinema fechadas por conta da pandemia. Acredita-se inclusive que quando tudo passar dezenas delas sequer voltarão a abrir.

Já, algumas pessoas acreditam que haverá um aumento no preço dos ingressos para compensar os meses de prejuízo.

Para ouvir o público, a Ancine (Agência Nacional de Cinema) abriu uma consulta pública sobre a obrigatoriedade da meia-entrada e seus impactos no mercado.

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Enquanto o resultado da consulta não sai, o ministério da Economia já se posiciona: é a favor do fim da meia-entrada em cinemas e eventos culturais.

A Meia-entrada no Brasil

O Brasil é um dos países do mundo onde a maioria dos ingressos vendidos são de meia-entrada. Para se ter uma ideia, no ano de 2019 cerca de 80% dos ingressos vendidos em 2019 tiveram preço de meia-entrada.

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Segundo a Ancine, nos três últimos anos está sendo possível observar uma queda no percentual de entradas com preço integral.

Esses dados foram coletados no Sistema de Controle de Bilheteria (SBC). Isso inclui mais de 3 mil salas de cinema em todo o território brasileiro.

No entanto, nem todas as meias entradas são estabelecidas por lei. Também existem as meias-entradas promocionais onde as salas de cinema fazem parcerias com os bancos ou empresas de telefonia, e as cortesias quando a entrada é gratuita.

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Contudo, de acordo com dados da Ancine, 60% das meias-entradas oferecidas no ano passado estavam relacionadas a alguma lei vigente.

No total são 3 leis federais que concedem meia-entrada. Uma para jovens de baixa renda, outra para estudantes, e outra para idosos e pessoas com alguma deficiência física.

A Ancine estima que aproximadamente 96,6 milhões de brasileiros se enquadram nesses grupos, ou seja, metade de toda população.

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Fora isso, existem também leis municipais e estaduais que aumentam ainda mais a abrangência da meia-entrada. Dependendo da cidade ou estado, professores da rede estadual ou municipal também pagam menos.

Há outros Estados em que doadores de sangue ou medula pagam meia e até mesmo locais onde servidores públicos e membros de sindicato possuem o direito a meia entrada.


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Governo quer acabar com o benefício

A Meia-entrada é um tema que divide a opinião pública a muito tempo. Há quem concorde e a quem seja contra, alegando que o preço integral aumenta por conta da meia-entrada.

A própria Ancine admite que a meia-entrada encarece o ingresso de cinema para o público que não possui direito ao benefício.

Pois, quem arca com o desconto é a própria sala de cinema. Visto que não há nenhuma lei que prevê um repasse de recursos da União, estados e benefícios para compensar o custo.

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Se considerar que o jovem de classe mais alta acaba avançando por mais tempo nos estudos, quem acaba pagando o valor integral da entrada são as pessoas da classe C e D. Justamente quem menos possui recursos.

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Para a Ancine, a meia-entrada deveria ser focada no público de baixa renda, pois nesse caso teria o potencial de estimular o consumo de cinema para essa parcela da população.

O Ministério da Economia também concorda com o posicionamento da Ancine e por isso defende o fim da meia-entrada.

Aliás, o ministério vai mais longe e diz que a ideia da meia entrada é distorcida pois acaba levando a um aumento no preço dos ingressos.

A consulta pública aberta pela Ancine estará disponível até o final de agosto e compreende três possibilidades de voto: manter como está, diminuir a abrangência do benefício ou decretar o fim da meia-entrada.

E você, qual a sua opinião sobre isso? Deixe o seu comentário, sua sugestão e compartilhe esta notícia com seus amigos nas redes sociais.

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