Moeda digital no Brasil? Banco central iniciou estudos para emissão

Será o fim do dinheiro em papel? O Banco Central anunciou a criação de um grupo de estudos que irá discutir a viabilidade da emissão de uma moeda digital no país.

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Moeda digital no Brasil

Banco Central

Se você acha que ter uma moeda digital no Brasil é uma utopia, está muito enganado. O Banco Central está começando os estudos nessa área.

Na última quinta-feira (20), o BC anunciou a criação de um grupo de estudos que irá discutir a viabilidade da emissão de uma moeda digital no país.

De acordo com o banco, o objetivo do estudo é fazer o mapeamento dos riscos desse processo assim com analisar os impactos que essa ação pode ter sobre a estabilidade financeira do país.

Além disso, também será avaliado a condução das políticas monetárias e econômicas diante do lançamento de uma possível moeda digital no Brasil.

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Mas, o que é um moeda digital?

O tema é relativamente novo. Mas, é bem possível que você já tenha ouvido falar no Bitcoin certo? Essa foi a primeira moeda digital emitida no mundo no ano de 2008.

De lá para cá muitas outras moedas digitais foram surgindo, e o conceito começou a chamar a atenção de diversos Bancos Centrais, inclusive do Brasil.

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A moeda digital não possui uma representação física, sendo que sua circulação é feita apenas por meio eletrônico. Contudo, diferente do conceito do Bitcoin, a moeda digital brasileira teria garantia nacional.

Segundo o Banco Central, a moeda digital brasileira não iria concorrer com o real. Pois, trata-se de um novo formato de representação da moeda apenas. Ou seja, ela já é emitida pela autoridade monetária nacional.

Em caso de implementação, essa moeda que seria conhecida como CBDC, iria provocar mudanças significativas no Sistema Financeiro Nacional.

A moeda digital em complementação com o PIX

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Ainda de acordo com o Banco Central, essa moeda digital iria trazer benefícios que são complementares ao PIX que é um novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central que irá entrar em vigor no dia 16 de novembro.

Portanto, ela iria complementar esse sistema, tornando toda a questão tecnológica mais simples e bem mais prática para todos os seus usuários.

Inclusive, a emissão de moedas digitais feita por bancos centrais é objeto de estudo no mundo todo, sendo que ela poderá melhorar a maneira como as pessoas e países fazem transações comerciais.

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Esse é um novo mundo que vem se descortinando, e que promete realmente mudar a maneira como as pessoas lidam com o dinheiro.


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A diferença entre criptomoedas e moedas digitais do banco central

Apesar do conceito das criptomoedas e moedas digitais serem parecidos, a verdade é que eles se diferem entre si em algumas questões.

Por exemplo, as criptomoedas são descentralizadas, e por isso não podem ser controladas por nenhum banco central. Isso quer dizer que elas não sofrem interferência por conta de decisões macroeconômicas.

Assim sendo, a única coisa que faz o preço das criptomoedas como Bitcoin variar é a lei da oferta e procura. Sendo que quanto maior a procura mais valorizada será a criptomoeda e quanto menor a procura mais desvalorizada.

Já as moedas digitais controladas pelos Bancos Centrais, terão um controle governamental sobre elas. No entanto, ainda estuda-se algumas questões como o lastro por exemplo.

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Portanto, uma criptomoeda nacional poderá ter lastro na própria moeda, ou então em reservas internacionais, ou qualquer outra determinação que o Banco Central venha a sugerir.

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Embora essa seja uma tendência mundial, ela ainda encontra-se em fase de estudos, mas ao que tudo indica, não deverá demorar para começar a ser implementada.

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