Coronavírus: programa de crédito para folha de pagamento sofrerá mudanças

Fique por dentro das alterações que o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese), deverá sofrer. Como ampliação de crédito para empresas pagarem funcionários.

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Programa Emergencial de Suporte a Empregos

auxilio emergencial

O Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese), criado pelo governo federal para minimizar os impactos causados pelo coronavírus na economia deverá sofrer algumas alterações.

As mudanças foram anunciadas pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em um debate no Congresso Nacional que abordou este tema. A ideia é ampliar o crédito para empresas pagarem seus funcionários durante a pandemia de coronavírus.

Dentre as principais mudanças no programa estão o aumento no limite do faturamento para participar do programa, assim como no prazo de adesão.

Essa linha de crédito é repassada aos empresários através dos bancos tradicionais, e a taxa de juros cobrada é de 3,75% ao ano. Bem abaixo das taxas tradicionais de capital de giro disponíveis no mercado.

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No entanto, como contrapartida, a empresa não pode demitir o funcionário enquanto ele estiver recebendo o salário através do empréstimo. Esse é um dos pré requisitos que foi imposto pelo governo.

Mudanças no Pese durante pandemia de coronavírus

Para procurar uma maior abrangência e também mais adesão à linha de crédito, o governo federal está realizando algumas mudanças no Programa Emergencial de Suporte a Empregos.

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Dentre as que foram anunciadas estão a ampliação no faturamento de 2019 para R$ 50 milhões, sendo que atualmente o programa somente atende empresas que tiveram faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 10 milhões.

Além disso, a empresa precisa se comprometer a manter 50% dos empregos. E o prazo de adesão também poderá ser estendido por mais dois meses, ou seja, até o final de agosto.

Foi liberado pelo governo R$ 40 bilhões para essa linha de crédito, entretanto, até o dia 26 de maio apenas R$ 1,93 bilhão foi emprestado. 

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O presidente do Banco Central acredita que a inibição para aderir à linha de crédito se deu por conta de algumas exigências impostas como: quitação previdenciária, proibição de demissões e cessão da folha de pagamento para o banco emprestador.

Campos Neto acredita que as mudanças no programa irão aumentar os repasses. Somente pelo fato de aumentar o limite de faturamento, haverá uma ampliação em R$ 5 bilhões no programa, sendo que o aumento de prazo também colaborará para o aumento de mais R$ 5 bilhões.


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Socorro financeiro precisa chegar às micro e pequenas empresas

As micro e pequenas empresas no Brasil são as que mais estão sofrendo com o isolamento social que foi imposto pelo governo para conter a pandemia de coronavírus.

Portanto, o socorro financeiro precisa chegar até essas empresas, e o que estamos vendo é que elas não estão conseguindo acessar o crédito. Diversos podem ser os problemas, como a falta de inclusão bancária.

Além disso, os micro e pequenos empresários também passaram recentemente por um recesso econômico nos anos de 2015 e 2016 o que já os deixou mais vulnerável para enfrentar a atual crise.

Acredita-se que a maioria das micro e pequenas empresas não possuem caixa para aguentar 30 dias de operação. Como o isolamento social já se estende por 70 dias, é possível perceber o tamanho do problema enfrentado.

Portanto, mesmo com a retomada gradual da economia, os micro e pequenos empresários terão um enorme desafio pela frente. Com a empresa mais endividada, será bastante complicado o pós-crise.

Dessa forma, o governo federal precisa pensar não somente em um pacote de medidas durante a pandemia. Mas, é preciso pensar também em soluções para quando o coronavírus tiver passado.

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