Pandemia aumentou a busca por educação financeira? Descubra!

Com a crise econômica intensificada pela pandemia, os brasileiros passaram a buscar mais conteúdos sobre educação financeira neste período. Saiba mais a seguir.



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Educação financeira na pandemia

Educação Financeira

Grande parte das famílias brasileiras perderam renda neste ano de 2020 por conta da pandemia de Covid-19.

Algumas enfrentaram o desemprego enquanto outras tiveram a renda reduzida. Com o aumento da inflação, a situação se agravou ainda mais.

Como consequência, para fazer o orçamento render, os brasileiros passaram a buscar mais conteúdos sobre educação financeira neste período.

Isso é o que revela uma pesquisa feita pelo instituto Locomotiva, encomendada pela Xpeed, braço educacional do grupo XP Inc.



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O que diz essa pesquisa?

A pesquisa encomendada pela Xpeed foi feita pelo instituto Locomotiva, que ouviu mais de 1.500 pessoas no mês de outubro.

De acordo com os dados da pesquisa, três em cada dez brasileiros começaram a atrasar mais as contas neste ano. Um outro dado interessante, é que 51% dos entrevistados disseram estar insatisfeitos com a sua condição atual.

Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, enaltece que há uma grande desigualdade social no país. E isso faz com que apenas uma pequena parcela da população seja capaz de planejar suas finanças.



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Um dado que corrobora para essa afirmação, é que sete em cada dez brasileiros passaram pela experiência das contas não fecharem em 2020.

Além disso, 58% dos entrevistados afirmaram que não conseguem realizar objetivos importantes de vida por conta da sua atual situação financeira.

Diante de um cenário de incertezas, apenas 31% dos entrevistados disseram se sentir confiantes em relação ao planejamento para a aposentadoria.


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O aumento na busca por educação financeira

A pesquisa mostrou que grande parte das famílias brasileiras se encontram em uma situação desconfortável neste momento.

Aliás, a desigualdade social sempre foi um grande problema em nosso país, porém, ela se agravou ainda mais após a pandemia de Covid-19.

No entanto, como diz um velho ditado “há males que vem para o bem”. De acordo com a própria pesquisa, 41% dos entrevistados afirmaram ter começado a pesquisar mais sobre educação financeira.



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Além disso, 47% chegaram a afirmar que estão pensando mais no futuro, e 53% disseram que a pandemia os fez sair da zona de conforto onde estavam.

Claro que os números em relação a procura por educação financeira ainda são pequenos, mas já mostram uma mudança de cenário.

Até porque, o brasileiro sempre foi conhecido pelo seu imediatismo. Ou seja, sempre pensou pouco sobre planejamento financeiro de longo prazo.

De acordo com Meirelles, a pesquisa mostrou que grande parte dos brasileiros pretendem chegar ao futuro de uma maneira mais confortável que seus pais chegaram.

Quais os desafios da educação financeira no país?

Os desafios para a difusão de uma cultura financeira no país ainda são grandes. Só para ter uma ideia, apenas um em cada dez entrevistados (8%) acertaram todas as respostas feitas sobre um questionário sobre investimentos.

A pesquisa também mostrou que apenas quatro em cada dez brasileiros sabem o que é juros compostos, e 56% dos entrevistados não sabem dizer ao certo quais são os efeitos concretos da inflação na economia.

Contudo, apesar dos pesares, 90% dos entrevistados disseram que querem saber mais sobre investimentos, organização financeira e planejamento.



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Por conta disso, o tema está ganhando cada vez mais espaço. Entretanto, Izabella Mattar, CEO da Xpeed, disse que ainda há muita crença limitante em relação ao dinheiro.

Só para ilustrar, grande parte dos entrevistados acreditam que os investimentos estão restritos a grandes investidores. Por isso, a necessidade de difundir o conhecimento.

Além da XP, uma outra empresa que está procurando ampliar a educação financeira no país é a Serasa, que está oferecendo gratuitamente o curso Trilha Financeira.

De certo modo, as fintechs estão entendendo que a educação financeira é capaz de melhorar o desenvolvimento do crédito e as desigualdades no país. Gostou deste artigo? Então compartilhe com seus amigos nas redes sociais.