Por que a poupança é admirada por brasileiros?

De acordo com pesquisa C6 Bank / Datafolha, a poupança ainda é admirada por ⅓ da população brasileira, mesmo rendendo menos que a inflação. Entenda a seguir.



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A poupança é admirada por brasileiros

POUPANÇA

Embora rendendo menos que a inflação, a poupança ainda é admirada por ⅓ da população brasileira de acordo com pesquisa C6 Bank / Datafolha.

De cada nove brasileiros, três acreditam que a poupança ainda é um bom investimento. No entanto, ela está rendendo menos que a inflação.

No mês de agosto, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 0,24% enquanto o rendimento da poupança foi de 0,13%.

Mas, se a poupança está rendendo menos do que a inflação, por que tanta gente ainda admira esse meio de investimento?



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Para responder essa questão é preciso voltar no tempo. Liao Yu Chieh, educador financeiro do C6 Bank, mostra que essa admiração tem origem histórica.



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“Durante o Império, a poupança de fato era o investimento mais seguro do Brasil, porque havia uma garantia do Estado. Esse histórico ajuda a explicar a confiança dos brasileiros na aplicação”, afirma o educador.

O brasileiro ainda investe na poupança?

Hoje o panorama está mudando. Por conta do acesso à informação e da disseminação da educação financeira, os brasileiros estão mais conscientes.

Com a chegada dos bancos digitais e das corretoras, há mais acesso a outros investimentos. 

O CDB, por exemplo, é um investimento que rende mais que a poupança e também conta com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Além disso, há também os títulos do Tesouro Direto que possuem um baixo risco. Aos poucos, a própria população vai se familiarizando com novas formas de investir.



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No entanto, a poupança ainda é bastante usada por grande parte dos brasileiros. Principalmente por quem está construindo suas reservas.


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E os brasileiros estão investindo mais?

Segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados disseram que não investiam antes da pandemia. E ainda continuam sem investir.

Quando considerado somente os entrevistados menos escolarizados, esse valor sobe para 66%. Já 17% disseram que estão guardando mais dinheiro agora.

Entre os entrevistados com nível superior, esse valor sobe para 28%. De acordo com a pesquisa, 11% estão investindo a mesma quantia e 7% continuam investindo, mas em quantidade menor.



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Por outro lado, 15% dos entrevistados disseram ter parado de poupar por conta da pandemia de coronavírus.

A pesquisa ainda revelou que quem já tinha o costume de poupar ou investir continuou poupando. Até porque, a maior parte dos entrevistados manteve ou aumentou o percentual que poupa habitualmente.

Contudo, o grande problema está nas classes D e E que já não tinham poder aquisitivo para fazer poupança. Essa classe continua não conseguindo poupar.

Considerando que as classes superiores estão poupando mais, isso mostra um aumento da desigualdade social no Brasil.

Qual a percepção dos entrevistados sobre o tema investimentos?

De acordo com a pesquisa, 19% dos entrevistados não souberam se posicionar sobre o tema investimentos.



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Esse percentual sobe para 32% quando consideradas as pessoas com ensino fundamental e os integrantes das classes D e E.

Isso mostra que nas camadas sociais mais favorecidas, a educação financeira já está sendo bem disseminada. Já nas classes mais baixas, essa realidade ainda está distante.

No entanto, diversos bancos digitais estão se esforçando para mudar isso. Esse é o caso do PagBank que está oferecendo aplicações bem atrativas em CDB e uma conta gratuita sem nenhum custo.

A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 31 de agosto de 2020. Ao todo foram ouvidas 1.536 pessoas das cinco regiões do Brasil.

A margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos, sendo que o nível de confiança da pesquisa é de 95%.



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