Se a inflação está controlada, por que o preço do arroz está tão caro?

As famílias brasileiras estão sentindo no bolso a alta no preço dos alimentos. Em especial do arroz, prato típico do nosso país. Continue a leitura para mais informações.



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Inflação

preço do arroz

Um dos assuntos mais comentados ultimamente é o preço do arroz. Mas, por que ele subiu tanto se a inflação está controlada?

Todas as famílias brasileiras estão sentindo no bolso a alta no preço dos alimentos. Em especial do arroz, prato típico do nosso país.

Quem é que no Brasil não costuma comer o bom e velho arroz com feijão? No entanto, o preço está assustando muita gente.

Nas redes sociais chegou a circular inclusive uma foto de um supermercado que estaria vendendo um pacote de 5 kg de arroz por R$ 42,99.



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E por todo o Brasil os preços que estão chegando nas gôndolas variam entre R$ 20 e R$ 30, um aumento bastante significativo no preço do produto.



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Mas por que o preço do arroz está tão alto?

Embora muita gente esteja atacando os donos de supermercado, acreditando que eles estão se aproveitando da situação, o problema não é bem esse.

Segundo uma nota divulgada pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), um dos fatores que está mais pesando para o aumento de preços é a pressão do mercado internacional.

Houve, portanto, um aumento significativo na demanda do mercado externo. Além disso, também ocorreu uma maior restrição de oferta por parte de alguns países exportadores.

Esse restrição aconteceu justamente como forma de proteger o abastecimento interno e como resultado houve uma forte valorização no preço do grão.

De acordo com a nota da Abiarroz, a desvalorização cambial também colaborou para o aumento de preço.



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Afinal, ela tornou as exportações mais atrativas do arroz em casca brasileiro e inviabilizou as importações do produto. Mesmo de parceiros do Mercosul.


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O preço do arroz e a inflação

Elevações como essa ocorrida no preço do arroz levam muita gente a desacreditar dos índices de inflação apresentados pelo governo.

O INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) que mede a inflação que chega ao consumidor final, tem uma expectativa de virar o ano em 2,25%.

No entanto, grande parte das famílias brasileiras sente no bolso uma inflação muito maior. Isso acontece porque esse índice é composto de diversos produtos.



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No caso, produtos de vestuário, eletrodomésticos e outros itens secundários praticamente não tiveram aumento de preço. Pelo contrário, as promoções para vencer a crise chegam a baixar o preço desses produtos.

Contudo, os preços no supermercado e na farmácia nem sempre seguem essa tendência. Sendo considerados itens de primeira necessidade, a procura acaba aumentando mesmo diante da pandemia.

E quando falamos em aumento da demanda, estamos falando tanto no cenário interno quanto no cenário externo. Isso colabora para o aumento do preço.

Por essa razão, as famílias com rendas menores sentem mais. Pois, a renda dessas famílias é bastante comprometida com os itens de primeira necessidade.

Perspectiva da inflação dos itens básicos

Embora muita gente esteja torcendo para que alguma medida seja tomada não há muito o que se fazer, ao menos no curto prazo.



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O presidente Jair Bolsonaro chegou a cobrar patriotismo dos donos de supermercado, mas no fundo, eles pouco podem fazer para conter a alta de preço.

O grande problema está relacionado à oferta e procura conforme mencionamos. E mesmo que o governo crie estímulos para a produção e industrialização do arroz em maior escala dentro do país, isso irá demorar um tempo para surtir efeito.

Portanto, cabe à população somente apertar os cintos, procurando encontrar alternativas para driblar essa inflação que tomou conta das gôndolas do supermercado.

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