Auxílio emergencial deverá ser prorrogado em mais 4 meses

O auxílio emergencial é um benefício para trabalhadores informais e MEIs com o intuito de diminuir os impactos econômicos da pandemia, e pode ser prorrogado. Entenda.

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Auxílio emergencial

auxílio emergencial

Embora ainda não tenha sido divulgado oficialmente, fontes das alas política e econômica do governo disseram que o auxílio emergencial deverá ser prorrogado até dezembro.

No entanto, o valor das parcelas deverá cair pela metade, e dessa forma os beneficiários irão receber R$ 300 durante os próximos quatro meses.

Desse modo, é possível que o anúncio do Renda Brasil, programa social que irá substituir o Bolsa Família, fique somente para o ano que vem.

Portanto, Paulo Guedes, ministro da economia, terá um maior tempo para encontrar um espaço para acomodar o novo gasto dentro do teto que limita o aumento das despesas à inflação.

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A prorrogação do auxílio emergencial

A prorrogação do auxílio emergencial está sendo debatida há alguns dias, até porque em agosto acaba as parcelas do benefício.

Por isso, há uma grande pressão para que o governo prorrogue o auxílio emergencial até o final deste ano. Entretanto, um dos maiores impasses está no custo que isso representa.

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Dessa forma, a equipe econômica havia proposto que o auxílio emergencial fosse prorrogado até dezembro no valor de R$ 200. Esse valor foi considerado pequeno pelo próprio presidente da república.

Agora ao que tudo indica, o auxílio será prorrogado no valor de R$ 300 até dezembro, sendo que o programa Renda Brasil que iria ser anunciado este ano ficará para o ano que vem.


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Plano que não inclua a extinção de outros benefícios

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O presidente Jair Bolsonaro disse que quer um plano para o Renda Brasil que não inclua a revisão ou extinção de outros benefícios como o abono salarial.

A equipe econômica já havia sinalizado que esse benefício é considerado ineficiente, mas mesmo assim a sua extinção foi rejeitada pelo presidente na reunião da última terça-feira (25).

Bolsonaro chegou a dizer que não vai tirar de pobres para dar para paupérrimos. Guedes chegou a afirmar em entrevista que nesta semana tomou um “carrinho” de Bolsonaro.

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Mas minimizou a polêmica dizendo que “ainda bem que foi fora da área, senão era pênalti”. Na última sexta-feira (28) técnicos do ministério passaram a discutir uma revisão no seguro-defeso que é pago a pescadores artesanais.

Esse é um programa bastante criticado pelo seu elevado índice de fraudes. No entanto, para acabar com ele é preciso aprovar um projeto de lei, onde é necessário o apoio de ⅗ do Congresso Nacional.

Auxílio emergencial e o pouso suave

Enquanto o governo ainda não encontra a fonte para o lançamento do programa Renda Brasil, a extensão do auxílio emergencial seria uma espécie de “pouso suave”.

Os técnicos do ministério da Economia ainda estão estudando alternativas para liberar espaço no orçamento para o Renda Brasil, e ainda não desistiram de tentar convencer o presidente a mudar o alcance do abono salarial atual.

Em relação ao auxílio emergencial, Paulo Guedes chegou a afirmar que sabe que R$ 600 é muito e que R$ 200 é pouco, e por isso o ministério está tentando acertar os números que serão divulgados muito em breve.

A princípio o auxílio emergencial foi criado para durar apenas três meses e posteriormente foi prorrogado para mais duas parcelas por meio de um decreto.

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Nessa primeira prorrogação o valor de R$ 600 foi mantido, mas agora isso será praticamente impossível de alocar no orçamento. No entanto, para mexer no valor é preciso editar uma nova Medida Provisória (MP) com vigência imediata.

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Enquanto o governo ainda não anuncia a prorrogação, os beneficiários seguem ansiosos para saber até quando serão assistidos pelo governo.

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