Auxílio emergencial: Guedes já cogita prorrogar o benefício

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já começa a dar sinais de que poderá prorrogar o auxílio emergencial por mais tempo. Saiba mais a seguir.

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Auxílio emergencial

auxilio emergencial caixa economica federal 2020

O auxílio emergencial foi um benefício criado pelo governo federal para ajudar as famílias em um momento bastante delicado da economia.

O coronavírus chegou de surpresa, nos convidando sem pedir licença ao isolamento social. Como consequência, acabamos vendo milhares de pessoas perderem sua renda ou parte dela.

Isso gerou desespero em muita gente, que sem dinheiro se viu impossibilitado de pagarem suas contas. Principalmente os profissionais liberais, que não possuem nenhuma segurança a não ser o suor do seu trabalho.

No entanto, apesar do auxílio emergencial ajudar essas pessoas, ele somente será pago por três meses, o que já está trazendo certo desconforto. Afinal, a pandemia parece não ter fim, e o isolamento social está se perdurando por muito mais tempo que o esperado.

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O auxílio emergencial poderá ser prorrogado por mais tempo

A oposição ao governo já vinha defendendo que o auxílio emergencial deveria ser prorrogado para além das três parcelas.

Entretanto, o governo vinha relutando, principalmente pela questão orçamentária. Pois, para se gerar uma nova despesa é preciso criar receita, e isso vem sendo um trabalho bastante complexo para o ministério da economia.

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Desse modo, além do aumento das despesas do governo neste momento, as empresas estão com receitas menores, o que acarreta uma queda na arrecadação. Isso sem contar a inadimplência no pagamento de imposto que também aumenta.

Embora ainda relutante, o ministro da economia Paulo Guedes, já começa a dar sinais de que poderá prorrogar o auxílio emergencial por mais tempo. No entanto, para isso seria necessário diminuir o valor do benefício.

De acordo com Paulo Guedes, se o benefício diminuir para R$ 200,00 será possível estendê-lo por mais três meses. Já, no valor de R$ 600,00 não há espaço no orçamento para o pagamento de mais um mês do benefício.


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Possibilidade de cortar outros benefícios do governo

O Governo também estuda a possibilidade de rever outros benefícios sociais para viabilizar a prorrogação do auxílio emergencial.

Dentre os auxílios que seriam revistos estão o abono-salarial, seguro-defeso que é pago a pescadores artesanais no período de reprodução de peixes quando a pesca é proibida e o farmácia popular.

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O auxílio emergencial está gerando um custo mensal para o governo de R$ 45 bilhões. De acordo com o ministério da economia, esse gasto não cabe nem no orçamento nem no teto dos gastos.

Esses mecanismos foram criados para impedir a volta da inflação na economia brasileira. Sendo assim, para conseguir manter o auxílio emergencial, dois desses benefícios precisariam deixar de existir.

Os benefícios que podem ser extintos para manter o auxílio-emergencial

Dentre os benefícios cotados a ser revisto está o abono salarial. Ele é pago para trabalhadores que ganham até dois salários mínimos por mês.

O custo total deste benefício é de aproximadamente R$ 19,85 bilhões. Além disso, 39% desta verba acaba indo para quem não precisa, que é uma camada de trabalhadores que se enquadra entre os 30% mais ricos da população.

Outro benefício do governo que também poderá ser extinto é o Farmácia Popular. Ao todo são gastos cerca de R$ 2,5 bilhões com este programa que distribui medicamentos gratuitos para hipertensão, diabetes, asmas, entre outros.

Por fim, o seguro-defeso é um outro programa que custa aproximadamente R$ 2,5 bilhões para o governo. Como o programa já foi alvo de diversas fraudes recentemente, ele pode deixar de existir para que sobre mais verba para o auxílio emergencial.

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