Quitar dívidas e investir: veja o que fazer com o dinheiro da restituição de Imposto de Renda

Pelo menos 19% das pessoas que vão receber a restituição desejam investir. Veja o que fazer com o dinheiro extra.

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Acordo Certo

Desde maio, os contribuintes que serão restituídos com o Imposto de Renda estão recebendo os valores depositados diretamente na conta. De acordo com a Receita Federal, os pagamentos serão realizados até setembro de 2022. 

Em junho de 2022, pelo menos 4,2 milhões de contribuintes tiveram acesso ao segundo lote de pagamento, e boa parte das pessoas já tinha uma finalidade para o dinheiro que seria recebido.

Segundo a Acordo Certo, uma fintech especializada em empréstimos e quitação de dívidas, as pesquisas feitas apontam que 34% dos contribuintes desejam quitar as dívidas, 31% destinarão o dinheiro às contas domésticas e 19% querem investir o dinheiro. 

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O que fazer com o dinheiro?

Nem sempre o valor da restituição é expressivo. Mas de qualquer forma, qualquer dinheiro extra pode ser interessante para bater uma meta financeira de curto ou longo prazo.  

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Uma alternativa é pagar as dívidas. O usuário pode aproveitar esse dinheiro extra e sair do vermelho. De acordo com Isabella Brandão, CFP e economista, “se tem dívida, o dinheiro pode ser direcionado para isso. Ficar no vermelho é a pior situação”, 

A especialista também ensina a como quitar dívidas específicas, adiantar parcelas e até mesmo abater os valores de despesas que estão consumindo a maior parte da renda mensal. O grande problema das dívidas é que elas acumulam juros altos que, quando não contidos, podem virar uma bola de neve enorme.“Antes de isso acontecer, o consumidor deve se organizar financeiramente, entender quais dívidas são mais urgentes e utilizar o dinheiro restituído para acertar as contas”, afirma.

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“É pouco provável que a dívida tenha juros menores que 13% ao ano. Muitas dívidas como, cartão de crédito ou consignado, têm juros bem superiores. Compensa, então, adiantar parcelas ou quitar o débito em vez de deixar rendendo em alguma aplicação atrelada à Selic, que hoje está em 13,25% a.a.”, complementa ainda. 

Reserva de emergência

Caso o contribuinte não tenha dívidas, uma boa alternativa é juntar o dinheiro para montar uma reserva de emergência. Especialistas recomendam ter guardado o valor de pelo menos 6 vezes a quantia gasta por mês. Assim, se as suas contas mensais giram em torno de R$ 2 mil, o ideal é ter R$ 12 mil na reserva.

É isso que dará ao contribuinte uma tranquilidade em casos de imprevistos, como uma demissão, acidente ou até doença familiar. 

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“Por mais que o dinheiro da restituição nem sempre seja um valor muito alto, é um dinheiro que pode auxiliar na construção da reserva de emergência. Qualquer valor neste montante representa mais segurança para o dia a dia”, de acordo com Brandão.

Aplicar o dinheiro

Caso as contas estejam em dia e a reserva de emergência já esteja feita, então a recomendação é investir o valor que será recebido. De acordo com Lund, da FGV, uma opção é investir em títulos públicos que estão atrelados à inflação para curto e longo prazo, uma vez que a Selic está a 13,5% ao ano. Com isso, as opções de renda fixa voltaram a ser atrativas aos investidores. 

Outra dica é complementar a previdência privada com o dinheiro que será recebido. Segundo Brandão, “especialmente se o contribuinte já estiver na modalidade do PGBL, porque vai conseguir deduzir as contribuições até o limite de 12% da renda bruta tributável ao ano da base de cálculo do IR. E, com isso, pode aumentar a restituição do exercício seguinte. Na prática, você faz o bolo crescer para o ano que vem aproveitar ainda mais o benefício fiscal”, comenta.

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Agora, você já tem uma ideia do que fazer com o dinheiro! Gostou das dicas? Aproveite para compartilhar este conteúdo em suas redes sociais, e ajude-nos a divulgar informações tão importantes quanto essas para mais pessoas!