Recuperação econômica: o que dizem os especialistas?

Como será a recuperação econômica na pandemia? Apenas cinco estados brasileiros conseguirão recuperar o PIB pré-pandemia até o final de 2021. Confira.



Anúncios



Anúncios

Recuperação econômica

Recuperação econômica

De acordo com a Tendência Consultoria Integrada, apenas cinco estados brasileiros conseguirão recuperar o PIB pré-pandemia até o final de 2021.

Mato Grosso do Sul, Pará, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Goiás são os estados que deverão ter uma recuperação econômica mais rápida. Um dos principais fatores para isso é que esses estados são puxados por commodities agrícolas e minerais.

Já os demais estados brasileiros irão precisar de mais tempo para recuperar os estragos causados pelo Covid-19.

Recuperação econômica deverá ser lenta

O Brasil, diferente de outros países, estava saindo de uma das suas piores recessões da história. Tudo indicava que 2020 seria um ano ainda de recuperação lenta não sendo capaz de chegar aos níveis de 2013 e 2014.



Anúncios



Anúncios

No entanto, o que já era ruim piorou com a pandemia. Dessa forma, a recuperação deverá ser ainda mais lenta, sendo que a atividade econômica do próximo ano dependerá de diversos fatores.

Um deles é a própria evolução da pandemia, outro é o avanço das reformas, principalmente a tributária e o compromisso com a austeridade fiscal assumido anteriormente.

Portanto, os poucos estados que irão ter uma recuperação econômica mais rápida terão motivos de sobra para comemorar. Afinal, sair de uma crise dessa magnitude não é uma tarefa fácil.



Anúncios

Estados que irão se destacar no próximo ano

O Mato Grosso do Sul deverá ser o estado com mais resistência à crise nos anos de 2020 e 2021, sendo que ele deverá exceder em 2,7% o PIB de 2019.

Um dos fatores para esse bom desempenho é o avanço da produção agropecuária e da produção industrial.

Lucas Assis, economista da Tendências, afirma que com a localização privilegiada, próxima de São Paulo, a indústria de celulose do estado será favorecida pela expectativa de ampliação da demanda asiática por papel tissue.

Essa é uma tendência estrutural de substituição dos plásticos por produtos de papel. Além disso, o câmbio desvalorizado ajudará o Brasil a ter mais competição no mercado externo.

Assis ainda destaca que o Mato Grosso e Goiás serão favorecidos pela estrutura produtiva da região que é pouco sensível à dinâmica nacional.

Quem acabará puxando para baixo o desempenho do Centro-Oeste é o Distrito Federal, que é altamente dependente dos serviços públicos.

Relatório da Tendências sobre recuperação econômica

Segundo o relatório da Tendências, Brasília será prejudicada por conta da população local ser composta por pessoas de diversas regiões do Brasil.



Anúncios

Isso porque, com a mudança no formato de trabalho, muitas dessas pessoas puderam voltar para os seus estados de origem, jogando para baixo a economia local.

Um outro destaque será o Pará que deverá superar o PIB de 2019. O desempenho será reflexo da normalização da produção de alumínio e também pela expansão da produção de minério de ferro no Sistema Norte da Vale.

Por fim, o Rio de Janeiro será o quinto estado a recuperar as perdas deste ano. O principal fator é o avanço esperado da produção de petróleo e gás natural.


Veja também:


Situação geral do Brasil para 2021

De acordo com Assis, apesar das expectativas do mercado apontarem um crescimento de 3,4% no ano que vem, o país deverá continuar 4,2% abaixo do PIB registrado em 2019.

A consultoria Tendências prevê uma queda de 7,3% neste ano e um avanço de 3,4% no PIB de 2021. Contudo, Assis acredita que esses números podem sofrer mudanças dependendo da prorrogação do auxílio emergencial.

Essa prorrogação poderá aliviar um pouco a situação do Nordeste que é mais crítica. A região deverá fechar 2021 com o PIB 5% menor que 2019.



Anúncios

Lucas Assis, afirma ainda que as condições de mercado de trabalho no Nordeste são bastante frágeis, com elevada informalidade o que agrava ainda mais a situação.

Já no sudeste, apesar do Rio de Janeiro apresentar um bom desempenho, os outros estados terão dificuldade em voltar para o nível de 2019. São Paulo será o mais afetado por conta dos choques negativos na demanda de segmentos como veículos automotores.

Portanto, o momento ainda requer bastante cautela e prudência, onde empresas e pessoas físicas precisarão encolher o consumo e aumentar a poupança.

Gostou deste artigo? Deixe o seu comentário, sua sugestão e compartilhe esta notícia com seus amigos nas redes sociais.