Economia: retomada deverá demorar mais do que o esperado no Brasil

A economia brasileira deverá encolher cerca de 6,5% durante o ano de 2020. E a recuperação segundo especialistas deve ser de forma gradual.

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Economia no Brasil

Economia

De acordo com especialistas do mercado financeiro, a economia brasileira deverá encolher cerca de 6,5% durante o ano de 2020. E a retomada deverá ser lenta e gradual.

A recuperação econômica já começou. Mesmo estando em meio a pandemia já é possível ver alguns indicadores apresentando sinais positivos. Todavia, essa recuperação está se mostrando mais lenta do que o esperado.

Um dos fatos que está contribuindo para isso é o consumo das famílias brasileiras. Devido ao receio e da incerteza em relação ao futuro, o brasileiro está procurando reduzir os seus gastos, o que representa menos consumo.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto FSB, realizou uma pesquisa recentemente onde foi revelado que 67% dos entrevistados acreditam que a recuperação econômica sequer começou.

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Para 61% deles, no entanto, essa recuperação irá demorar pelo menos um ano para acontecer e por isso estão se mostrando mais receosos em relação ao futuro.

Economia já está mostrando sinais de recuperação

Apesar de 67% dos entrevistados não acreditarem que a recuperação econômica já começou, é possível notar uma recuperação na renda das famílias.

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Durante a pesquisa, apenas 31% dos entrevistados disseram ter perdido parte ou totalmente sua renda durante o mês. Esse valor é inferior ao registrado em pesquisa anterior que apontou 40% de pessoas que perderam a renda.

Um outro dado interessante é que 71% dos brasileiros disseram ter reduzido os gastos mensais desde o início da pandemia. Esse valor também caiu, visto que em maio 74% dos entrevistados disseram estar enxugando gastos.


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Insegurança explica a retração do consumo

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Com as famílias cortando gastos, é possível notar um aumento da poupança e uma diminuição no consumo, que pode levar a uma retomada do crescimento ainda mais lenta.

Essa retração, por parte de 71% dos entrevistados tem um certo fundamento na conjuntura atual do Brasil. Afinal, como o país tem uma base de trabalhadores informais muito grande e um desemprego alto, muita gente tem medo do futuro.

É possível observar isso também na pesquisa. O percentual de trabalhadores que disseram ter medo grande ou muito grande de perder o emprego se manteve. Sendo que em maio 48% disseram ter esse receio e agora 45% disseram a mesma coisa.

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Interpretando os dados da economia

Ao se analisar os dados da economia é possível notar que o pior da crise já passou. No entanto, o Brasil está em uma situação fiscal delicada devido ao aumento de gastos públicos que foram necessários para o combate ao vírus.

Dessa forma, é imprescindível que seja construído nos próximos meses uma agenda consistente. Ou seja, é preciso pensar em ações de médio e longo prazo para a retomada das atividades produtivas e do crescimento do país.

Para isso é preciso não só recuperar a confiança do brasileiro, mas também dar andamento nas reformas estruturais e atacar os problemas que aumentam o custo de produção como a infra estrutura por exemplo.

Nível baixo de consumo será mantido após a pandemia

Um ponto que é possível observar no estudo é que a confiança do brasileiro irá demorar mais para acontecer. Dessa forma, o nível de consumo deverá se manter baixo mesmo após o isolamento social.

Para todos os produtos pesquisados como produtos de higiene, bebidas alcoólicas, eletrodomésticos, roupas, o consumidor disse que pretende manter o padrão de consumo e não aumentar.

O setor de vestuário deverá ser quem terá um consumo um pouco mais alavancado após o covid-19, mas ainda assim em um patamar bem abaixo do que estava antes da pandemia.

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Portanto, o governo terá um grande trabalho pela frente para conseguir criar condições para investidores ampliarem o investimento no país e também aumentar a confiança do povo brasileiro.

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