Taxa Selic em 2%, e agora o que fazer com meu dinheiro?

Devido a situação econômica que continua precisando de um estímulo monetário extremamente elevado, a taxa Selic foi para 2%. Entenda.

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Taxa Selic em 2%

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Na última quarta-feira o Copom (Comitê de Política Monetária) realizou mais um corte na taxa básica de juros da economia brasileira, a Taxa Selic.

O valor que já era o menor da série histórica caiu de 2,25% para 2%. Esse é o nono corte seguido da taxa básica da economia, sendo que a decisão do Comitê foi unânime.

A série da Taxa Selic é medida desde quando começou a vigorar o regime de metas de inflação no ano de 1999, sendo este o menor patamar da história.

O corte, porém, já era esperado pelos analistas do mercado financeiro que acreditam que essa decisão encerra o ciclo de cortes que começou em agosto do ano passado.

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Segundo o Copom, essa decisão foi tomada por conta da situação econômica que continua precisando de um estímulo monetário extremamente elevado.

Ainda de acordo com o próprio Copom, os ajustes futuros que possam vir a acontecer dependerão da percepção a respeito da trajetória fiscal.

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Principais efeitos do corte da Taxa Selic

O principal efeito no corte da Taxa de Juros é justamente desestimular a poupança forçando as famílias a aumentarem o consumo de bens e serviços.

Além disso, com os juros básicos menores, há também uma redução dos juros bancários assim como uma alta na oferta de crédito o que também estimula o consumo.

É possível observar que nos primeiros seis meses deste ano, os bancos repassaram o corte dos juros básicos para suas linhas de crédito sendo que o número de empréstimos aumentou.

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Fora isso, por conta do coronavírus os gastos públicos também aumentaram, refletindo no aumento da dívida pública. Com o corte da taxa Selic, o valor dos juros pagos pela dívida pública se mantém mais equilibrado evitando um desajuste fiscal ainda maior.

Onde investir o meu dinheiro?

Com a queda da Taxa Selic e uma inflação estimada em 1,76% para esse ano de 2020, muitos investidores estão correndo de aplicações como poupança, CDB e outros ativos de renda fixa.

Dessa forma, é preciso considerar que esse momento exige uma certa dose de ousadia por parte dos investidores, procurando assim ativos de maior risco.

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Ao optar pela compra de uma ação de uma empresa, por exemplo, o investidor está estimulando o crescimento do setor produtivo, sendo esse um dos objetivos do governo.

Portanto, não há outro caminho neste momento a não ser procurar aplicar o capital em ativos de renda variável procurando diversificar os investimentos.


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Com a Taxa Selic Baixa é uma boa hora para comprar imóveis?

Como as aplicações em renda fixa tendem a ser pouco atraentes, os investidores tendem a migrar para ativos de renda variável como já falamos.

Esses ativos compreendem em sua maioria, ações de empresas, que de certo modo vendem produtos e serviços no mercado.

Porém, investidores mais cautelosos irão buscar no mercado de imóveis oportunidade para aplicar o capital, correndo assim menos risco do que no mercado financeiro.

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É bem provável que a queda na Selic venha a estimular esse setor, até porque com o crédito mais barato e abundante também será um ótimo momento para financiar uma casa.

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Em linhas gerais, deverá haver uma migração do capital nos próximos meses, o que poderá dar um estímulo econômico para diversas atividades econômicas. Isso poderá ajudar o país a sair mais rapidamente do recesso econômico.

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