Taxa Selic: trajetória de alta é remédio amargo e péssima notícia para o acesso ao crédito

A taxa Selic está subindo a passos largos neste ano, inclusive a perspectiva é de uma nova alta na próxima reunião do Copom. Essa trajetória crescente é uma péssima notícia para o acesso ao crédito no país.

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Taxa Selic

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Na última reunião realizada pelo Copom (Comitê de Políticas Monetárias) no dia 04 de agosto, houve uma nova elevação da Taxa Selic que saltou de 4,25% ao ano para 5,25%. Essa foi a quarta elevação consecutiva em 2021.

Além disso, a expectativa para a próxima reunião do Copom prevista para o dia 22 de setembro é que a Taxa Selic tenha um novo aumento. Essa trajetória de alta é uma péssima notícia para o acesso ao crédito no país.

Para o advogado e economista Alessandro Azzoni, conselheiro deliberativo da Associação Comercial de São Paulo, esse aumento da taxa Selic é negativo em um momento como esse em que o crédito continua tão importante.

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Por que o Copom está aumentando a taxa Selic?

O Copom vem aumentando a Taxa Selic consecutivamente com o objetivo de conter a inflação no país. Afinal, tanto o IPCA quanto o IGP-M deverão terminar o ano acima do teto da meta de inflação.

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No entanto, Alessandro Azzoni destaca que a inflação que temos hoje é mais de custo puxada pelos preços. Ou seja, não é a demanda aquecida que está fazendo aumentar os preços. Muito pelo contrário, o que se vê são supermercados e carrinhos cada vez mais vazios.

Dessa forma estamos diante de um quadro com inflação alta e baixo consumo, e uma alta na taxa selic pode agravar a situação, gerando inclusive um recesso econômico no país. Afinal, Azzoni destaca que um aumento nos juros deixará o dinheiro mais caro e restringirá ainda mais o poder de compra do brasileiro.

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Para quem possui poder de compra à vista, o impacto é bem menor, no entanto, para quem precisa de crédito para fazer compras a situação vai piorar o que acarretará em maior inadimplência e aumento na desigualdade social.


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Como o governo deveria se posicionar em uma situação dessas?

Cenários de inflação alta e baixo consumo costumam ser um verdadeiro desafio para qualquer equipe econômica. Por isso, é importante entender a causa da inflação e procurar criar medidas para contê-la de maneira menos genérica como o aumento da taxa de juros.

Por exemplo, avaliar quais são os itens que estão puxando a inflação para cima, como combustível, commodities e criar mecanismos para aumentar a oferta desses produtos no mercado interno para reduzir o preço deles.

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Além disso, reformas que garantam redução do gasto governamental também colaboram para conter a inflação sem a necessidade do aumento da taxa Selic. Inclusive costumam ser ainda mais efetivas.

Afinal, o aumento da taxa Selic também inflaciona as contas públicas, uma vez que os juros da dívida do governo se tornam mais caras, sobrando menos dinheiro para os investimentos diretos feitos no país.

Para quem a alta na Taxa Selic é boa?

A alta na Taxa Selic é boa para quem tem investimentos em renda fixa como a poupança, CDB e Tesouro Direto. Nesse caso, a rentabilidade desses papéis acaba subindo e tornando-se mais atrativas.

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Inclusive isso atrai mais investimentos externos que por consequência faz aumentar as reservas de dólar no país, valorizando o real frente ao dólar. Portanto, essa é a aposta do governo para conter a inflação.

Afinal, com a queda na taxa de câmbio diminui a inflação de custo referente a produtos importados e os consumidores tendem a consumir menos, e investidores migram da renda variável para a renda fixa.

Por outro lado, há menos atividade produtiva, o que gera mais desemprego no país. Em uma economia já recessiva, esse pode ser um verdadeiro tiro no pé. Basta agora, acompanhar os próximos meses para saber os rumos que a economia deverá seguir.

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